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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

SINFONIA DE UMA LOUCURA


Não importa quanto tempo passou,
Voltei pelo amor apenas,
Às vezes deveria deixar a bebida,
Mas assim me sinto mais forte,

Sou como rocha,
E se continuar assim
Quem sabe pare para me ouvir,
E verá que minha vida está vazia,

Entre um gole e outro apenas chore,
E você tenha certeza agora que fiquei louco,
Enquanto você dormia eu enlouquecia,
Frente aos teus olhos,

Mais um trago,
Quem sabe me dê a força que necessito,
Saio correndo no meio da noite enlouquecido,
Pode me ouvir agora que perdi a sanidade,

Quero apenas deite minha face em teu peito,
Não necessito da sua piedade,
Apenas quero um minuto de lucidez,
Arremesse essa garrafa,
Separe-me do copo,

Deixe-me apenas com as marcas de tanta loucura,
Mas somente as que ninguém perceba,
Recolham minhas vestes rasgadas,
Já não me sinto tão rocha,


Agora que já não posso mais gritar,
Deixe-me em silencio,
Terei a eternidade para me desculpar.
E dentro do teu peito guarde apenas o silencio dessa loucura.

Por Daniel Atta, Advogado, Escritor, Poeta e Colaborador do Jornal de Sobradinho

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