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segunda-feira, 28 de abril de 2014

SAÚDE: 10% da população tem insuficiência renal crônica


Em algumas fases tem a necessidade de diálise

A insuficiência renal crônica é a perda lenta do funcionamento dos rins, que tem como principal função remover os resíduos e o excesso de água do organismo. “Por ser lenta e progressiva, a perda da função renal mantêm o paciente até certo ponto da doença sem nenhum sintoma, até que tenham perdido 50% de sua função renal, os pacientes permanecem quase sem sintomas”, explica a coordenadora da Nefrologia do Hospital de Base do Distrito Federal, Odimary Silva.

De acordo com o coordenador de hemodiálise da SES/DF, Marcelo Lodonho, cerca de 1.400 pessoas estão inseridas no programa de diálise no DF, entretanto estima-se que até 10% da população adulta sejam portadores de algum quadro de perda de função renal. “A doença mais frequente é a doença renal crônica, que em sua fase avançada pode acarretar necessidade de diálise. A litíase renal (pedra nos rins) também é uma doença frequente que acomete até 30% da população”, concluiu

As principais causas da insuficiência renal crônica são a hipertensão arterial, o diabetes e a glomerulonefrite (inflamação crônica dos rins).

Tratamento

Os primeiros sintomas e sinais da doença são: anemia leve, pressão alta, edema (inchaço) dos olhos e pés, mudança nos hábitos de urinar (levantar diversas vezes à noite para urinar) e do aspecto da urina (urina muito clara, sangue na urina, etc). Deste ponto até que os rins estejam funcionando somente 10 a 12% da função renal normal, pode-se tratar os pacientes com medicamentos e dieta. Quando a função renal se reduz abaixo desses valores, torna-se necessário o uso de outros métodos de tratamento da insuficiência renal: diálise ou transplante renal.

Uma das principais formas de tratamento é o controle da hipertensão arterial e da diabetes. O objetivo é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg. Uma alimentação balanceada também pode evitar que a doença chegue a um estágio mais avançado, as orientações são: Não fume, coma alimentos com pouca gordura, faça exercícios regularmente (sempre consulte um médico antes de começar qualquer atividade física) e mantenha sua glicemia sob controle.

Consultas, exames e tratamentos podem ser marcados e agendados pelo sistema de regulação nas próprias regionais de saúde. O paciente pode receber encaminhamentos de Postos de Saúde e hospitais regionais. As consultas são feitas nos ambulatórios de Nefrologia dos Hospitais de Taguatinga, Sobradinho, Santa Maria, Gama e Hospital de Base, de segundas às sextas-feiras, das 7h às 18h.


Por Bianca Lima, Agência Saúde DF

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