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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

EMPREENDEDORISMO: Potencial de Crescimento



Estudo da Codeplan indica o empreendedorismo como caminho para a descentralização e a diversificação da economia brasiliense

De cada quatro trabalhadores do Distrito Federal, um se encaixa na definição de empreendedor: são 299.181 autônomos, profissionais liberais e empregadores, que representam 24,5% das pessoas ocupadas. Divulgado ontem pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), o estudo Potencial Empreendedor no Distrito Federal tem por objetivo fornecer subsídios ao governo e às demais instituições que podem traçar políticas de desenvolvimento. Em uma unidade da Federação onde o setor público tem presença marcante na economia, o empreendedorismo é visto como uma das saídas para descentralizar e diversificar a estrutura produtiva.


O presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, chama a atenção para o fato de que a renda média do DF é três vezes superior à nacional, o que representa "amplo espaço" de crescimento para o empreendedorismo. "Até pela renda excepcional, a economia local se especializou no serviço às pessoas, e não às empresas", explica. Mais do que apresentar respostas, diz, o objetivo do trabalho é pautar o debate do empreendedorismo.

No evento de lançamento do estudo, no auditório da Codeplan, o superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Distrito Federal (Sebrae-DF), Valdir Oliveira, afirmou que a principal meta da entidade de 2015 a 2018 foi estabelecida pelo governador Rodrigo Rollemberg: fortalecer a atuação fora do Plano Piloto. Embora apenas 6,32% dos autônomos, profissionais liberais e empregadores do DF estejam no Plano Piloto, é nessa região administrativa que o Sebrae faz 32% dos atendimentos.

"Na nossa posse, o compromisso com o Rollemberg foi o de descentralizar", lembrou Oliveira, referindo-se ao evento de 5 de janeiro, quando tomaram posse a diretoria e o conselho administrativo do Sebrae-DF. Uma das prioridades da entidade é aumentar a presença em Ceilândia, Samambaia, Taguatinga e adjacências. As regiões administrativas agregam 40,99% dos empreendedores do DF – ou 122 mil profissionais. O atendimento digital, segundo o superintendente do Sebrae-DF, será o meio de alcançar o máximo possível de pessoas.






Onde estão os empreendedores do Distrito Federal
(Autônomos, profissionais liberais e empregadores)

Plano Piloto - 18.903 - 6,32%
Lago Norte, Lago Sul e Varjão - 9.762 - 3,26%
SIA, Estrutural, Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal e Guará - 27.140 - 9,07%
Núcleo Bandeirante, Park Way, Candangolândia e Riacho Fundo - 12.110 - 4,05%
Taguatinga – 25.125 - 8,43%
Águas Claras e Vicente Pires - 24.295 - 8,12%
Ceilândia e Brazlândia - 56.218 - 18,79%
Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II - 41.390 - 13,83%
Sobradinho I e II e Fercal - 17.492 - 5,85%
Planaltina - 14.754 - 4,93%
Paranoá e Itapoã - 12.234 - 4,09%
Gama e Santa Maria - 24.227 - 8,1%
São Sebastião e Jardim Botânico - 15.441 - 5,16%


A força de trabalho do DF

Empregado com carteira assinada - 617.095
Autônomo - 278.748
Servidor público - 194.168
Empregado sem carteira assinada - 81.471
Estagiário - 16.701
Empregador - 13.126
Profissional liberal - 7.309
Ocupante de cargo comissionado - 4.763
Empregado temporário - 4.045
Aprendiz - 1.189
Trabalhador não remunerado - 373
Subtotal - 1.218.988

Não trabalha - 1.215.174
Menor de 10 anos - 352.107
Total - 2.786.648


Fonte:  Étore Medeiros, da Agência Brasília/Foto: Tony Winston/Agência Brasília

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