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quarta-feira, 11 de março de 2015

CIDADE: Justiça determina derrubada de abrigos feitos para cães abandonados no DF



Ação foi movida por vizinha do local


Dona de casa também será obrigada a pagar multa

A Justiça determinou que abrigos de cachorros em praça de Sobradinho (DF) sejam derrubados. A ação foi movida por uma vizinha do local que alega que os animais eram agressivos.

A dona de casa Lenny Ferraz, foi quem iniciou a ideia. Ela, que se dedica há sete anos a cuidar dos animais, contou como foi feito o trabalho.

— Com muita dificuldade. Pegando material no resto de construção das pessoas. Pedindo para um ou outro um pedaço de pau.

As casas, que ocupavam uma área verde de Sobradinho, eram bem estruturadas. O estudante de arquitetura e voluntário do local, Rogério Calazans, falou sobre a qualidade do trabalho.

— Realmente as casas foram muito bem feitas e vedadas, tanto nas laterais quanto na base. Pude ver que realmente é um abrigo. Não entra água, tem proteção aqui.


Para desmontar as casas, Lenny contou com a ajuda de amigos. A assessora parlamentar, Carolina Mourão, diz que não entende a decisão.

— A gente nunca viu uma decisão parecida. Uma imposição da justiça proibindo que um animal beba água ou se alimente, para mim é uma imposição de maus tratos.

Alguns moradores da região temem que o local volte a ser ponto de consumo de drogas. A professora Dorothy Calazans, lembra como era o local antes dos abrigos.

— Tinha até rodinhas de usuários de drogas. Com os cachorros, a quadra era de uma, de certo modo, resguardada. Havia acabado esse tipo de coisa. Não podíamos andar à noite porque éramos assaltados.

Além da remoção dos abrigos, a decisão determina uma multa de R$ 400 que deve ser paga à vizinha que entrou com a ação. Os amigos da dona de casa já montam uma vaquinha.

A preocupação de Lenny é que agora os animais não têm para onde ir.

— Eu preciso de alguém que goste também. É para cuidar deles para não voltarem para a rua. Eu peço alguém que queira cuidar deles. Eu não tenho com quem contar.

Para ajudar, ligue (61) 8622-0627 ou 3591-7479.


Fonte: R7

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