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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Cooperação com o Sebrae capacitará 10 mil pequenos empreendedores


Proposta é levar cursos e consultorias para as regiões administrativas mais carentes

Pequenos empreendedores de 17 regiões administrativas com baixo índice de desenvolvimento humano (IDH) terão a oportunidade de alavancar as vendas por meio de cursos de capacitação e consultorias oferecidos pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF), em parceria com o governo de Brasília. O projeto também levará orientação para quem quer abrir o próprio negócio, mas não conhece os trâmites. Até 2017, a previsão é capacitar 10 mil pessoas e oferecer 15 mil horas de consultoria. O investimento da entidade no período será de R$ 4 milhões, e não haverá custo para o Executivo local.

Os detalhes da cooperação foram apresentados pelo vice-governador, Renato Santana, e pelo diretor-superintendente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira, em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti, na manhã desta sexta-feira (19). A proposta terá duas frentes: a primeira é religar totens do Sebrae nas 17 administrações regionais e nas demais, onde, de acordo com o Sebrae, grande parte está inoperante. Os equipamentos contêm informações relevantes ao microempreendedor, em uma linguagem simples. Com alguns cliques, ele pode emitir o boleto de microempreendedor individual (MEI) e pagá-lo no próprio terminal, além de inscrever-se em cursos gratuitos do Sebrae e obter outras informações.

Renato Santana determinou que cada administração regional ceda dois servidores para auxiliarem no uso dos totens. Ambos vão participar de um curso de agente de desenvolvimento avançado, identificar os estabelecimentos com potencial de crescimento e indicá-los aos profissionais do Sebrae. "Essas pessoas farão a ponte entre governo, administrações e Sebrae e serão uma espécie de facilitadores", disse o vice-governador. Por meio do equipamento, ele se inscreveu em um curso na manhã de hoje.

Os servidores também ajudarão a diagnosticar as vocações econômicas das 17 regiões — Brazlândia, Ceilândia, Fercal, Gama, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Setor Complementar de Indústrias e Abastecimento (SCIA), Sobradinho, Sobradinho II e Varjão. “Nosso compromisso é, até dezembro, entregar ao governo os diagnósticos de regiões de baixo IDH, mostrando, ponto por ponto, o que a comunidade quer com o desenvolvimento”, garantiu o diretor-superintendente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira.

Números
Segundo o Sebrae, dos mais de 80 mil MEI existentes no DF, 7.536 recebem o Bolsa Família. Dentro das 17 regiões definidas, esse grupo será priorizado, visando a evolução nos negócios. Para os próximos três anos, nas 31 regiões administrativas, o objetivo será capacitar 100 mil pessoas, com 140 mil horas de consultoria. Servidores do governo que trabalham com contas governamentais também serão capacitados. Além disso, cinco missões serão realizadas pelo Brasil para que haja troca de conhecimento e experiências entre os estados.

O secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Bernardes, afirmou que 92% de tudo que é consumido no DF vem de fora. “Esse estímulo aos micro e pequenos empreendedores é fundamental para invertermos esse quadro, passando a produzir e a consumir aqui.”

Para a subsecretária de Micro e Pequena Empresa e Empreendedor Individual, da Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Karina Rosso, a parceria com o Sebrae é fundamental. “Nos próximos três anos vamos perceber a diferença, o crescimento e o desenvolvimento que será alcançado.”

Encurtar distâncias
A segunda frente do projeto consiste em organizar os cursos de qualificação nos locais onde moram os pequenos empreendedores. Para isso, as administrações regionais abrirão os auditórios. Também não está descartado usar como base alguns postos comunitários de segurança desativados. Haverá ainda propostas à direção do Metrô-DF para que estações consideradas estratégicas — Central, Galeria e Praça do Relógio, por exemplo — recebam os totens. "Imagine se um feirante tiver que sair de Ceilândia e ir à sede do Sebrae, no Plano Piloto, para ter acesso à informação? Ele vai fazer isso lá na ponta, na cidade dele, pois nossa ideia é encurtar as distâncias", afirmou Santana.


Para o diretor-superintendente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira, a iniciativa de descentralizar a oferta de cursos de capacitação deve fomentar a economia nas regiões com IDH baixo. "São mais de 500 oportunidades de negócios disponíveis e mais de 15 mil horas de consultorias personalizadas, sem contar o acesso a todo tipo de informação referente à legislação", destacou. "Certamente é uma parceria que vai contribuir para fortalecer e estimular o empreendedorismo nessas localidades."

IDH
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso baseada em três dimensões: renda, educação e saúde. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, ele foi criado com o objetivo de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas o aspecto econômico.


Fonte : Saulo Araújo e Samira Pádua, da Agência Brasília/Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

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