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terça-feira, 16 de junho de 2015

Saúde não pode esperar


"Passou da hora de nós, parlamentares, agirmos com pulso firme e fiscalizarmos as ações do governo para garantir a dignidade e eficiência que todos precisam receber no sistema público de saúde" declarou o Dep.Ricardo Vale


Todo governo ao assumir um mandato, precisa de um tempo para se adequar e colocar a casa em ordem. É natural. Mas o que estamos assistindo no Distrito Federal são seis meses de um governo inerte e sem rumo.

Além da dificuldade em encontrar os recursos públicos que existiam em caixa nos dias que seguiram à posse, o governo ainda não começou a oferecer os serviços públicos que o povo do Distrito Federal precisa. Desde o princípio do ano, várias greves colocaram em risco a prestação de serviços essenciais à população, sob alegação da falta de recursos. três dias, assistimos a cidade ser tomada por um caos completo com a greve, legítima, dos rodoviários e que o  secretário de Mobilidade afirmou não ser da responsabilidade do governo, e sim da iniciativa privada. Mas nada nos deixou tão perplexos quanto o caos observado na saúde do Distrito Federal.

Desde maio o governo tenta esconder um surto de bactérias multirresistentes que vitimaram quatro idosas e a Secretaria de Saúde investiga se a morte de um recém-nascido na UTI neonatal da Ceilândia também não teria sido motivada por uma superbactéria. O plano de enfrentamento ao surto, cobrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde abril, foi apresentado na última terça-feira (10/6), depois de ter sido anunciado para a segunda (9/6). Durante o apresentação, o secretário disse que a proliferação dos organismos multirresistentes foi causada por falta de higiene. O plano previa um controle maior de higiene nos hospitais e a manutenção de medicamentos adequados nos estoques. Os veículos de comunicação, nos dias que seguiram ao anúncio, mostraram hospitais sem álcool em gel e sem materiais de limpeza e higiene pessoal. Diante de tantas faltas, o governo ainda mantem 50% dos recursos destinados às unidades de saúde, investidos em aplicações financeiras, como se pudesse haver investimento mais importante que o feito na saúde, dignidade e qualidade de vida da população.

Diante de situação tão grave, convidei o secretário de Saúde para ir à Câmara Legislativa e explicar para nós, representantes da população, quais as medidas o governo tomará para conter o surto de bactérias e estou propondo que seja criada uma Frente Parlamentar ou uma Comissão Temporária para acompanhar as ações do GDF voltadas à saúde A Câmara Legislativa não pode agir apenas depois que vidas foram ceifadas. Passou da hora de nós, parlamentares, agirmos com pulso firme e fiscalizarmos as ações do governo para garantir a dignidade e eficiência que todos precisam receber no sistema público de saúde.

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