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sexta-feira, 10 de julho de 2015

​Mais Médicos completa dois anos no DF


Com o reforço de profissionais, equipes da Estratégia Saúde da Família cresceram 80%


 Avanços importantes marcam os dois anos, completados nesta quinta-feira (9), da adesão do Distrito Federal ao Programa de Provisão de Médicos, conhecido popularmente como Mais Médicos. Atualmente, 108 profissionais (59 cubanos e 49 brasileiros) fortalecem a atenção primária atuando em equipes Estratégia Saúde da Família (ESF). Desde a adesão do programa, em 2013, houve um crescimento de 80% no número de equipes, que hoje somam 242.

De acordo com a coordenadora do programa na Secretaria de Saúde, Cleunici Godois, no primeiro ano de adesão ao Mais Médicos o Ministério da Saúde enviou 60 profissionais para atuar no Distrito Federal. Em 2014, o quantitativo aumentou para 70 e, em 2015, subiu para 108. A coordenadora esclarece que os profissionais são enviados especificadamente para atuar como médicos da família.

As equipes são compostas por um médico, um enfermeiro, um técnico e cinco agentes comunitário de saúde, que são responsáveis por uma área de cerca de 3 mil habitantes. Os cuidados são voltados para a prevenção de doenças e tratamento de cormobidades como diabetes, hipertensão, obesidades e outros diagnósticos que devem ser acompanhados pela atenção primária.

“Foi de grande relevância para o Distrito Federal receber esses profissionais. Se não tivéssemos aderido ao programa, seriam 108 equipes a menos para atuar com foco em regiões mais vulneráveis e periféricas, onde era muito difícil alocar profissionais para assistir a comunidade”, destacou Godois.

Segundo ela, em alguns lugares, principalmente em áreas rurais, não havia médico atendendo há aproximadamente dois anos. “Agora, nós temos profissionais nesses lugares. Isso é um avanço, porque eles têm que trabalhar nos locais para onde o designamos”, relatou.

As equipes da ESF usam como ponto de apoio as unidades básicas, onde é possível realizar consultas e atender demandas espontâneas. Além disso, o grupo também se desloca até as comunidades, quando há pacientes acamados ou em casos necessários para realizar, por exemplo, a vacinação.

A meta é que as equipes resolvam 80% dos problemas das comunidades e enviem para as unidades de alta complexidade apenas os casos que precisam de profissionais especializados.

CUBANOS – Ao contrário do que muitos pensam, os médicos brasileiros têm preferência em ocupar as vagas do programa Mais Médicos. Os primeiros da lista são aqueles com nacionalidade brasileira com formação em universidades do país. Em segundo lugar, estão os brasileiros que se formaram no exterior e, por último, quando as vagas não são preenchidas, os médicos estrangeiros entram no certamente.

Para a coordenadora, os cubanos têm prestado excelentes serviços, inclusive, porque já atuaram em situações semelhantes. “Esses médicos têm expertise porque geralmente já trabalharam em missões em outros países, como a África, em situações em que a população estava em vulnerabilidade”, elencou e enfermeira.

De acordo com ela, os cubanos não apresentaram grandes dificuldades para se comunicar durante o atendimento com a população. Além disso, eles passam por um treinamento para conhecer a rede de saúde e os protocolos adotados nas unidades de saúde do Distrito Federal.


RENOVAÇÃO – Um novo edital do programa foi aberto pelo Ministério da Saúde para que os municípios e estados possam aderir ou receber novos profissionais. O Distrito Federal já está com a documentação em andamento, que deve ser entregue até o dia 13 de julho.

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