Pesquise neste blog

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

ARTIGO: Macro Cefalia Urbana


(*) Por Olavo da Silva Aguiar

O senso de 1940, o primeiro a dividir a população Brasileira em rural e urbana, registrou que apenas 31,1% dos brasileiros viviam em cidades. A partir dessa época o percentual da população Brasileira residente em cidades não parou de crescer. Usa-se a expressão processo de urbanização quando o ritmo de crescimento da população urbana de um país, supera o da população rural. Em nosso país, esse fenômeno é relativamente recente, e tornou-se intenso a partir de 1950. Mais o Brasil tornou-se um País efetivamente urbano, ou seja com mais de 50% da população vivendo nas cidades, a partir de 1970. Em 1940, a população urbana era de 31,1%, no ano 2000, de 81.23%. Quanto ao ritmo, observa-se que, enquanto a Europa e os Estados Unidos se urbanizaram pouco a pouco, ao longo de séculos, o Brasil passou a ser essencialmente urbano rapidamente, em menos de 3 décadas.

Condições de Vida nas Metrópoles

Esse esquema mostra bem que ocorreu na verdadeira explosão urbana, acarretando consequências gravíssimas: o crescimento rápido e desordenado das metrópoles provocou a degradação das condições de vida de sua população. Em outras palavras, o crescimento das metrópoles tem sido inversamente proporcional á sua capacidade de proporcionar condições de vida digna a todos os habitantes. Um agravante dessa realidade é a forte especulação imobiliária, que expulsa a população de baixa renda das melhores áreas e, portanto, mais valorizadas. Tais fatores têm levado quase invariavelmente, ao surgimento de cidades inchadas. Favelas e cortiços é a única opção de moradia para milhões de pessoas, em grande parte deslocada para a periferia. A periferia nome que se da a tal fenômeno, tem repercussão nefasta sobre a população e o meio ambiente. Em 2000, só na região metropolitana da grande São Paulo, por exemplo, quase dois milhões de pessoas viviam em áreas de mananciais. E a ocupação de mananciais, compromete tanto a quantidade como a qualidade da agua que abastece a metrópole. Ou seja, o pobre como sempre paga o pato. “A corrupção e a impunidade são a morte da credibilidade da justiça Brasileira”.



(*) Sr . Olavo da Silva Aguiar é Pioneiro, Fundador da ACIS -  Associação Comercial e Industrial de Sobradinho e Colaborador do Jornal de Sobradinho - Material Exclusivo para edição 283 de Agosto de 2015 do JS

Nenhum comentário: