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domingo, 6 de março de 2016

ARTIGO: Vamos acabar com eles? Mas, se você quiser!


 
(*) Olavo da Silva Aguiar

Há cerca de 50 anos o mosquito Aedes Aegypti, iniciava um processo de transição de mosquito selvagem para urbano. Vantagens? Muitas. Muito alimento e muito lugar para morar, e de graça. Originário do Egito, o mosquito se dispersou pelo mundo a partir da África, primeiro para as Américas, em seguida, para a Ásia. Não se contentando em ficar só lá no velho mundo, partiu em busca de sangue novo, diferente. Pegou carona em navios, viajou meses até chegar aqui, na Terra Cabralina. Em aqui chegando, viu que a Terra era boa. E partiu para o objetivo: aumentar sua prole, e encher a Terra. Hoje habita os cinco continentes do Globo Terrestre, e dando muito trabalho aos terráqueos. Em 1947, pela primeira vez, o vírus do mosquito foi identificado em um macaco RHESUS na Floresta Zica da Uganda, daí o nome. A população ainda não se conscientizou no que diz respeito ao descarte de lixo. Ai a coisa fica complicada, até porque é uma questão de ordem cultural. Nas áreas onde acontece o maior descarte irregular de lixo, bate o recorde de infecção. Brazlândia, São Sebastiao, Ceilândia e Planaltina DF juntas, somam 55% dos casos de DENGUE no Distrito Federal. O Poder Público ainda está sonolento para a gravidade da situação. A população também ainda não acordou para o problema que na verdade é muito grave. Não tem Governo que dê jeito se a população não reagir. Mesmo com todo o bombardeio da mídia e de todos os veículos de publicidades, ainda existem pessoas que resistem à entrada em suas casas do pessoal da Saúde. Ou seja, preferem adoecer ou até morrer infectado pela picada do Mosquito Da Dengue. A essas alturas, o Aedes comemora com churrasco ou melhor, com sangue fresquinho. Segundo pesquisa, em 1955, o Mosquito da Dengue foi erradicado do Brasil. Mas voltou nos anos 60 e ficou. É comum casas com quintais abarrotados de objetos inúteis, verdadeiros criadouros de Mosquito, mesmo assim, não descartam esses objetos. Se por acaso isso acontece, jogam próximo às suas casas que dá no mesmo. Mas esse é nosso Povo, essa é nossa Cultura. Em um momento como esse, é claro, que o direito legitimo de propriedade deve estar subordinado as exigências superiores do direito à vida, da dignidade humana e do interesse coletivo. O Estado em sintonia com a sociedade deve ter acesso a lotes vagos e espaços fechados que não estejam recebendo os devidos cuidados. Portanto, a entrada forçada é permitida através da Medida Provisória 712 do Governo Federal. Vamos lutar com as armas que temos, pois, a profilaxia é mais fácil que o tratamento da doença. Não se esqueça: “cada minuto desta vida é um presente valioso de Deus. ”

(*) Por Olavo da Silva Aguiar- Pioneiro , Fundador da ACIS - Associação Comercial e Industrial de Sobradinho e Colabora com o Jornal de Sobradinho - Edição da Primeira quinzena de Março de 2016 nº 294.

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