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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Morre o pai da arborização de Brasília



Morreu neste domingo (8), aos 72 anos, Francisco Ozanan Correia Coelho de Alencar. Cearense de Barbalha (CE), onde nasceu em 29 de setembro de 1943, ele dedicou quatro décadas à arborização de Brasília, como funcionário da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
 

Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Ozanan Coelho veio para Brasília, em 1969, para trabalhar na Novacap. Na companhia, atuou por 40 anos, 30 deles como chefe do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), até a sua aposentadoria, em março de 2009.

 
“Foram quatro décadas dedicadas à Novacap. Ozanan era uma apaixonado pela empresa e frequentemente repetia que, nesse período, tirou pouquíssimas férias e emendava explicando que era porque fazia o trabalho por paixão e que a Novacap era como se fosse a casa dele”, comenta Júlio Menegotto, presidente da Companhia.

 
Em 21 de março deste ano, Ozanan Coelho representou a Novacap em sua última palestra, proferida no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF). Na ocasião, relembrou sua história, quase um caso de amor, com a capital federal. As árvores que hoje embelezam Brasília são o testemunho vivo da presença dele.

 
A Novacap teve a felicidade de sugerir o nome dele para falar da arborização de Brasília, para que, mais uma vez, ele pudesse falar sobre o que ele fez com tanto amor e dedicação”, relembrou Hermes de Paula, ex-presidente da Novacap e amigo de Ozanan.

 
Durante a palestra, Ozanan relembrou duas histórias marcantes na vida dele e da capital do Brasil. Na primeira, quando enfrentou o desafio de reverter a grande mortandade de árvores que ocorria em Brasília na década de 1970. Na época, chefe do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap, Ozanan Coelho decidiu iniciar a produção de mudas nativas do cerrado para recompor a paisagem natural de Brasília.

 
A partir daí, começou-se a plantar espécies, como os ipês (roxo, amarelo, branco e rosa), as barrigudas (paineiras) – que no momento embelezam Brasília com sua floração, entre outras.  E tornam a arborização de Brasília reconhecida mundialmente.
 

Ozanan relembrou ainda o episódio com o Buriti da praça de mesmo nome, que foi salvo por ele depois que sofreu ataques de machado. O buriti das poucas praças de Lucio Costa está ali presente pela tenacidade, delicadeza, cuidado e dedicação de Ozanan. O velório de Ozanan Coelho será nesta segunda feira (9), no Campo da Esperança.
 

Fonte:  Katia Maia / Bruno Cassiano - Foto Divulgação

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