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Secretaria de Estado da Casa Civil - DF

domingo, 17 de julho de 2016

Rocha é implodida para permitir obras de mobilidade na saída norte



Operação ocorreu na tarde deste domingo e envolveu 163 servidores de diversos órgãos do governo de Brasília

MARIANA DAMACENO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

A operação realizada pelo governo de Brasília para implodir uma rocha de 100 metros de comprimento por 70 de largura na saída norte ocorreu conforme o planejado. Às 15h50 deste domingo (17), a pedra gigante foi detonada por 1,1 tonelada de explosivos. Para garantir o sucesso da ação, as dinamites foram distribuídas em 497 perfurações. A intervenção foi necessária para tornar possível as obras de Ligação Torto-Colorado e do Trevo de Triagem Norte, que devem desafogar o trânsito na região, por onde passam mais de 100 mil veículos todos os dias. As populações de Planaltina e Sobradinho serão as maiores beneficiadas.
Por segurança, moradores de 37 casas e cinco estabelecimentos comerciais num raio de 300 metros da rocha tiveram de deixar seus domicílios durante a operação. A fim de amenizar impactos causados pelos fragmentos, os responsáveis pela implosão colocaram argila sobre a pedra. O Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, e a construtora responsável pelas obras no local, a JM Terraplanagem e Construções, inspecionaram o local da explosão para se certificarem que nenhuma dinamite permanecia ativa. Como cerca de 10% da carga não explodiu, uma segunda detonação foi realizada. Já agentes da Defesa Civil periciaram as casas e os comércios a fim de verificar se não houve abalos nas estruturas dos imóveis.



Um trecho de 5,2 quilômetros entre os balões do Torto e do Colorado foi interrompido. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

 

Os acessos ao Setor Habitacional Taquari e às chácaras na região foram bloqueados às 14h50. Cinco minutos depois, os carros deixaram a via e um trecho de 5,2 quilômetros entre os balões do Torto e do Colorado foi interrompido.  O diretor-geral do DER, Henrique Luduvice, explicou que devido à dimensão da rocha, outras explosões serão necessárias para quebra-la por inteiro e liberar o acesso das máquinas e homens que trabalharão no local. “Seguramente teremos mais implosões no mesmo ponto, pois temos de remover todos os obstáculos para permitir as escavações necessárias durante as obras de mobilidade”, destacou.

O subsecretário de Proteção e Defesa Civil,  coronel Sérgio José Bezerra, disse que a detonação transcorreu dentro do esperado. “A operação foi um sucesso em  termos de segurança, porque não ocorreu lançamento de pedras na rodovia”, afirmou.

A operação foi um sucesso em termos de segurança, porque não ocorreu lançamento de pedras na rodovia

subsecretário de Proteção e Defesa Civil, coronel Sérgio José Bezerra,

 A Defesa Civil estima de 12 a 15 outras detonações, que, em um primeiro momento, estão previstas para ocorrer nos fins de semana subsequentes. A força-tarefa para explodir a pedra neste domingo envolveu 163 servidores de diversas instituições: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Companhia Energética de Brasília (CEB), Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

12 obras para desafogar o trânsito

Serão 12 obras no Trevo de Triagem Norte, entre pontes, viadutos e túneis, feitas para distribuir o fluxo de veículos com destino ao Plano Piloto. Foto: Tony Winston/Agência Brasília


Serão 12 obras no Trevo de Triagem Norte, entre pontes, viadutos e túneis, feitas para distribuir o fluxo de veículos com destino ao Plano Piloto, levando ao Eixo Rodoviário Norte-Sul, à W3, aos Eixinhos Leste e Oeste e à L2. Somadas às passagens previstas na Ligação Torto-Colorado — construção de uma pista marginal à DF-003 e novos acessos aos condomínios —, serão 23 intervenções.



 No total, as benfeitorias vão custar R$ 207 milhões — R$ 146 milhões vêm do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com R$ 51 milhões de contrapartida do governo de Brasília e R$ 10 milhões da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap).

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