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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Segundo OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados

 

A cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo, totalizando mais de 800 mil mortes por ano. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o relatório, o Brasil é o oitavo país com mais casos:  cerca de 12 mil pessoas se matam, anualmente. No DF, uma das unidades da federação com índice mais baixo de suicídio, segundo a OMS, uma média de 130 pessoas tiram a própria vida por ano.
 
"Mas a gente acredita que esses dados são subestimados, pois tem muitos casos que não são notificados como suicídio", alerta a psicóloga Beatriz Montenegro, responsável pela política distrital de prevenção ao suicídio no DF.
 
Dados da Secretaria de Saúde apontam que no ano passado, a região do DF com maior taxa de suicídios foi Brazlândia, com 17%, seguido de Águas Claras (10%) e Riacho Fundo I (9,8%). Em todo o Distrito Federal, a taxa de mortalidade é de 4,5%.
 
Ainda de acordo com o relatório, em 2015, os homens foram os que mais cometeram suicídio (70,76%). A maior taxa foi entre jovens de 20 a 29 anos (21,5%), solteiros (66,9%) e com grau de instrução alto (31,5%).
 
SAÚDE PÚBLICA - O suicídio é considerado um problema de saúde pública pela OMS desde 2006. Ainda segundo a organização, é a segunda maior causa de mortes entre pessoas de 15 a 29 anos de idade. Porém, 90% dos casos podem ser evitados.
 
Dados da OMS indicam que o suicídio geralmente aparece associado a doenças mentais – sendo que a mais comum, atualmente, é a depressão, responsável por 30% dos casos relatados em todo o mundo. Estima-se que uma em cada quatro pessoas sofrerá de depressão ao longo da vida. O alcoolismo responde por 18% dos casos de suicídio, a esquizofrenia por 14% e os transtornos de personalidade por 13%. Os casos restantes são relacionados a outros diagnósticos psiquiátricos.
 
Há seis anos, A.I. perdeu a mãe, que pulou do segundo andar do prédio. Ela sofria de depressão e já havia, inclusive, indicação de internação de um psiquiatra devido ao comportamento suicida. " Ela tomava remédio e dizia que não estava fazendo efeito. Com isso, tomava um atrás do outro. E isso já nos preocupava", relata. A situação de alerta fez a família se revezar como acompanhante, mas a mãe de A. acabou aproveitando a ida de um dos netos ao banheiro e se jogou. "Por isso, faço o alerta: toda atenção a quem sofre de transtornos mentais ainda é pouco. Por isso é tão importante a prevenção", diz A.I
 
Os comportamentos suicidas ocorrem como resposta a uma situação que a pessoa vê como devastadora cuja única solução aparente é a morte. Segundo a psicóloga Beatriz Montenegro, a tentativa de suicídio é um pedido de ajuda que nunca deve ser ignorado.
 
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(*) Secretaria de Estado de Saúde

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