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sábado, 1 de outubro de 2016

ARTIGO


O FATOR CIRO GOMES

 (*) Henrique Matthiesen

Motivo de calafrios e cóleras para nossas elites desprovidas de apoio popular, ou seja, de votos e acéfalas de projetos, é enfrentar em 2018 uma candidatura propositiva que saia da polarização entre PT e PSDB.

As rotulações e insinuações já começam a se avolumar para criar um ambiente contaminado e preconceituoso contra candidatos que não sigam a cartilha das carcomidas forças conservadoras.

O adjetivo mais comum é o argumento falsário de que Ciro Gomes vem com uma proposta populista por ele querer a opinião do povo sobre as reformas, como o caso da Previdência.

Resgatando a história verificamos que muitas conquistas do povo brasileiro sofreram essa mesma rotulação.

Quando regente do Brasil, a Princesa Isabel também teve seus atos ditos “populistas”, inadequados, impróprios, a começar pela Lei do Ventre Livre, - que alforriava todas as crianças nascidas de escravos - após a entrada em vigor desta lei. Foi também em um ato seu, que nossas elites escravagistas também não perdoaram a Princesa Isabel quando assinou a “Lei Áurea”, acabando com a vergonhosa escravidão no Brasil.

A reação foi o golpe de Estado que instituiu a República, pondo fim à monarquia no Brasil.

Outro rotulado de populista foi Getúlio Vargas que ousou dar direito às mulheres, criou a Consolidação das leis Trabalhistas – CLT -, o Ministério do Trabalho e da Educação.

Ousou ainda criar indústrias de base como, a Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN –, posteriormente privatizada no governo Itamar Franco, a Petrobras, o BNDES, entre outros. Getúlio afrontou de forma desafiadora o complexo de vira-lata de nossas elites e sua subserviência aos interesses internacionais.

As intrigas, levianas acusações, o levaram ao suicídio, mas seu legado permanece em pé, e entrou para história como o maior Estadista do nosso povo.

Assim, nossa história está recheada de rotulações, sempre que alguém ousa sair da mesmice retrógrada dos que sempre viveram de privilégios.

Ciro Gomes vem construindo um projeto de afirmação de nossa soberania Nacional, calçado em nosso desenvolvimento pátrio, que tem como alicerce o fortalecimento da nossa golpeada democracia, e nossa desonesta educação.

Chamar o povo diretamente afetado com reformas estruturais é sinônimo de amadurecimento político e responsabilidade. Não seguir os ditames do mercado que arruinou a Grécia, faliu a Itália, Portugal, entre outros países, é o papel de quem tem compromisso com a nação, e não é refém do mercado financeiro.

Outra rotulação que se tenta carimbar em Ciro Gomes, pode ser uma de suas melhores qualidades, dizer que ele é destemperado.

Oras, não exercer a hipocrisia do cinismo não é uma questão de destempero ou de temperamento.

Quantos tem coragem de dizer as verdades inquestionáveis que Ciro Gomes diz, afinal, Eduardo Cunha é bandido ou não é?

Que o Serra é um dos homens mais ricos do Brasil e que precisa explicar a origem de tanto dinheiro?

Que Temer é homem de Eduardo Cunha?

Entre outras inúmeras verdades.

2018 não será um conclave de cardeais para escolher um novo Papa. Será um ano de eleição presidencial onde há fraturas em nossa democracia, onde o desespero das forças conservadoras derrotadas, consecutivamente nas últimas 4 eleições presidenciais, evidenciam mais uma derrota.

E Ciro Gomes é sim um nome que pode levar o Brasil a um novo patamar, tem experiência como Prefeito, Governador, Ministro, Deputado, e não tem nenhum processo.

Talvez isso seja também mais um motivo para tentar rotulá-lo.

 (*) Fonte: Henrique Matthiesen- Escritor, Advogado e colabora com o Jornal de Sobradinho

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