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Secretaria de Estado da Casa Civil - DF

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ARTIGO por Henrique Matthiesen


A subjetividade do tempo.


(*) Henrique Matthiesen 


Nada é mais íntimo do que a percepção do tempo de cada individuo, subjetivo em sua literalidade, pois cada um tem o seu tempo, e o conjectura conforme o tempo a que o dedica, às suas aflições, emoções, realizações, obrigações.

O grande dramaturgo William Skakespeare pondera: “Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças! As pirâmides que novamente construíste. Não me parecem novas, nem estranhas. Apenas as mesmas com vestimentas.”

Mario Lago, em sua reflexão temporal, propõe um acordo: “Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra.”

Musicalizado pela Legião Urbana, cantaram: “Todos os dias quando acordo. Não tenho mais o tempo que passou. Mas tenho muito tempo. Temos todo o tempo do mundo.”

O tempo nada mais é do que uma medida, com critérios, por quanto o tempo é a medida da vida.

Desprendido como um grande intelectual, mas ciente das medidas impostas pela existência, Darcy Ribeiro verbalizou o tempo como:

“Presente, passado e futuro? Tolice. Não existem. A vida é uma ponte interminável. Vai-se construindo e destruindo. O que vai ficando para trás com o passado é a morte. O que está vivo vai adiante.”

O tempo estabelece o sentido da existência humana, muda conforme a compreensão. Para o judaico-cristianismo, o tempo é a ante-sala do apocalipse, a batalha final de Deus contra a iniquidade humana. É uma escolha moral ou ética, ou simplesmente, desconectada de valores.

Zeca Pagodinho, externa isso quando verbaliza: “Deixa a vida me lavar. Vida Leva eu.”

No contraponto, Geraldo Vandré, desafiou: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

O galanteio do tempo presente como a excepcional medida do experimento humano, ou a desambição ao pretérito, o carpe diem, é uma opção. O holocausto do presente em troca de uma recompensa no vindouro (seja ela moral, a salvação, ou material, o enriquecimento) é, também, uma preferência individual, intransferível, inalienável, invendível.

Sintetizado de forma magistral o poeta, rebelde, polêmico e boêmio Cazuza obviou o tempo, ao mergulhar em sua exata funcionalidade para humanidade, “O TEMPO NÃO PARA” seja para a eterna disputa do bem contra o mal, das escolhas valorativas ou profanas, o tempo é implacável, seja em qualquer medida.

(*) Fonte: Henrique Matthiesen  (foto) é  Bacharel em Direito e colabora com o Jornal de Sobradinho 

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