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Secretaria de Estado da Casa Civil - DF

sexta-feira, 19 de maio de 2017

CIDADE

Para onde caminha o Clube SESI/SOBRADINHO

(*)Tarcísio Pádua

Em 18 de dezembro do ano de 2015, ofício assinado pelo superintendente do SESI/DR/DF e pelo diretor da Unidade do SESI/SENAI Sobradinho, informava aos usuários daquele Clube de Serviço que "o produto Atividade Recreativa de Final de Semana" sofreria descontinuidade a partir do início do exercício de 2016, de forma que os aludidos serviços não mais seriam oferecidos. E assim foi feito, nenhuma espécie de atividade recreativa teve mais lugar naquele local. Ficando o clube entregue às moscas, seja nos fins de semana, ou em qualquer feriado.

Para piorar as coisas, teve início no segundo semestre de 2016, as obras para recuperação das piscinas de uso das práticas de natação e hidroginástica, atividades com centenas de alunos matriculados. A obra, cujo prazo de entrega era 6 de maio do ano corrente, foi orçada em R$ 414.639,63, porém, até hoje não teve sua conclusão. O clube conta no momento com uma única piscina própria para hidro e o pessoal da natação ficou sem nenhuma atividade.

No ofício citado fala-se em cenário instável e a conjuntura econômica que assola o país, entre outras, para que tal atitude fosse tomada. O que não se explica é que o chamado "Sistema S" Sesc/Senai/Sesi se abastecem com contribuição obrigatória de até 2,5% sobre folhas de salários dos chamados industriários, isto é, sobrevivem com verbas de caráter sem público e sem nenhuma transparência com relação ao destino dos recursos auferidos. Para se ter uma ideia, apenas a poderosa FIESP leva sozinha a bagatela de R$ 16 bilhões anuais.


Por sua vez, repasses do SESI e do SENAI compõem a maior parte dos orçamentos das Federações Estaduais e da também poderosa Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Pode-se dizer que os recursos são da sociedade, não dos dirigentes dessas instituições, que não raro se lançam em carreiras políticas e com casos evidentes de utilização dessa plataforma para promoção pessoal. Como não existe transparência, fica quase impossível saber-se de quanto são os salários das centenas de diretores, superintendentes, gerentes e outros mais, espalhados em suas unidades por todo este imenso Brasil.

(*) Fonte: Tarcísio Pádua / Jornalista & Blogueiro do aliastpadua.com.br - Foto: Divulgação

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