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domingo, 10 de junho de 2018

REGIÃO NORTE DO DF / SOBRADINHO / ANIMAL SILVESTRE



Moradores filmam 
tamanduá-bandeira passeando 
em Sobradinho
Nas imagens, o tamanduá parece estar procurando algo no mato e, depois, desaparece no meio da vegetação
  


Foto: Mariana Aerre e Rafael Nunes/Arquivo pessoal
Moradores registraram uma visita inusitada na saída de um condomínio no Grande Colorado, em Sobradinho (DF). Mariana Aerre e Rafael Nunes filmaram o momento em que um tamanduá-bandeira passava às margens da pista, no sentido Lago Oeste.
O tamanho do animal chamou a atenção do casal. Nas imagens, ele parece estar procurando algo no mato e, em seguida, desaperece em meio à vegetação. Mariana e Rafael voltavam para casa, por volta das 20h da última sexta-feira (1º/6), quando viram o tamanduá e decidiram filmá-lo.
“Sempre vemos capivaras e animais maiores, como o lobo-guará, mas grande assim como esse tamanduá, foi a primeira vez”, conta Mariana.
O tamanduá é um mamífero nativo da América e vive em áreas abertas e florestas tropicais. É possível encontrá-lo em todos os biomas brasileiros: Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Pampa, e o Cerrado, bioma predominante no Centro-Oeste.
Eles se alimentam de formigas e cupins. Usam as garras para abrir os cupinzeiros e os formigueiros. A língua, com diâmetro entre 1cm e 1,5cm e até 60cm de comprimento, é usada para capturar os alimentos. Os tamanduás são os únicos mamíferos terrestres que não têm dentes e, atualmente, estão na lista de risco de extinção.
O que fazer ao encontrar um animal selvagem
O biológo Ricardo Bomfim Machado, professor do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília (UnB), explica que o tamanduá é uma espécie inofensiva, desde que não seja provocada. Caso isso aconteça, ele pode se defender usando as garras, que são muito desenvolvidas e fortes, o que pode causar graves ferimentos a quem tentar enfrentá-lo.
Ao ver um animal selvagem, não há regra sobre o que fazer. “Não há muita coisa a fazer numa situação dessas, a não ser observar o belo tamanduá e deixá-lo seguir seu caminho. Não somente o tamanduá, mas outras espécies selvagens podem realizar deslocamentos entre as áreas nativas”, detalha o especialista. “Na maioria das vezes, eles evitam a aproximação com os humanos. Acho que somos muito barulhentos e imprevisíveis para eles. Como estamos ocupando cada vez mais os espaços deles, os contatos acabam sendo inevitáveis”, conclui.
Se o animal estiver acuado ou se, eventualmente, entrou em um quintal ou casa e não conseguiu sair sozinho, a Polícia Ambiental deve ser acionada por meio do número 99351-5736. Os militares fazem a captura e soltura do animal em um local adequado.
O que não se deve fazer é tentar se aproximar demais do animal para tirar fotos, tentar tocar nele e muito menos maltratá-lo. Se houver cachorro por perto, ele deve ser colocado em outro ambiente para que não entre em confronto com os animais selvagens.
É muito comum, em áreas próximas às reservas ambientais ou parques, encontrar algum animal selvagem atravessando a pista. Por isso, é importante dirigir com a velocidade reduzida e com o farol sempre aceso, para evitar possíveis acidentes. “Às vezes, temos que ter o cuidado de não deixar que o animal se machuque ou tenha a chance de ser atropelado”, orienta o biólogo Ricardo Bomfim.
Resgates
Para pedir ajuda no resgate do animal, é preciso acionar a Polícia Ambiental pelo número 99351-5736 ou pelo 190
Fonte: Correio Braziliense

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