Categoria: Atletismo Brasil - Gianetti Sena Bonfim: Melhor Treinadora do Ano do Prêmio Brasil Olímpico
Gianetti Sena Bonfim: Melhor Treinadora do Ano do Prêmio Brasil Olímpico
Gia fecha 2025 com o ouro e a prata conquistadas pelo seu atleta e filho Caio Bonfim no Mundial de Tóquio e disse que se sente honrada ao representar as "mulheres que têm de brigar muito mais para chegar onde querem". Diego Guimarães Ribeiro, do taekwondo, é o Melhor Treinador do Ano.
Gianetti Bonfim 'compartilha' a medalha do Mundial de Caio
A treinadora
Gianetti Oliveira Sena Bonfim é a Melhor Treinadora do Prêmio Brasil Olímpico
2025, um reconhecimento pelo trabalho que rendeu ao Brasil as medalhas de ouro
nos 20 km e a de prata nos 35 km marcha atlética no Mundial de Atletismo de
Tóquio, Japão. Diego Guimarães Ribeiro, do taekwondo, é o Melhor Treinador do
Ano - levou Henrique Marques ao tetracampeonato nacional e ao ouro no Mundial
de Wuxi, China.
A cerimônia
de entrega será realizada nesta quinta-feira (11/12), às 19 horas, na Cidade
das Artes, no Rio de Janeiro, uma noite de gala reunindo a comunidade esportiva
do Brasil.
"Me
sinto imensamente feliz. Eu que sou mulher e trabalho com a marcha atlética vou
representar todas as mulheres do Brasil que, de alguma forma, têm de brigar
muito mais que todo mundo para chegar onde querem", disse Gianetti sobre o
PBO.
Gia, como é
conhecida pela comunidade atlética, já foi Treinadora do Ano do Atletismo duas
vezes, em 2023 - com Darci Ferreira - e em 2024, quando Caio Bonfim e ela
ganharam juntos a inédita medalha de prata olímpica nos Jogos de Paris 2024 nos
20 km marcha atlética.
Hoje
treinadora consagrada, Gianetti tem uma trajetória vitoriosa com o filho Caio
Bonfim - que inclui quatro medalhas em Mundiais (Londres-2017, Budapeste-2023 e
Tóquio-2025), uma medalha olímpica (Paris-2024) e recordes.
Gianetti
nasceu em 13 de março de 1965, em Sobradinho, Distrito Federal. Foi marchadora
e é advogada. Ela também conduz outros
atletas da marcha atlética no CASO, o Clube de Atletismo de Sobradinho, no
Distrito Federal – divide as funções com o marido, gestor e também treinador
João Evangelista Sena Bonfim. "Me vi tão envolvida com o esporte, o
atletismo e a marcha atlética que deixei minha profissão de origem, mas sou
apaixonadíssima pelo direito."
Na marcha
foi recordista nacional, campeã ibero-americana e sul-americana, tem oito
títulos brasileiros e disputou quatro Copas do Mundo. "O Sena que falou
para eu fazer a marcha atlética. Ganhei, nunca mais sai, me apaixonei e competi
dos 29 aos 43 anos no alto rendimento." Em 2007 era a melhor do Brasil
quando encerrou a carreira por causa de uma hérnia de disco.
Começou aos
16 anos - corria 800 m e 1.500 m e depois 5 mil, 10 mil, meia maratona e
maratona. A marcha veio após o nascimento de Caio. "Ia ter umas
competições em Brasília, nós só podíamos botar dois por prova e já tinham duas
meninas nos 5 mil e 10 mil. Mas na marcha atlética não tinha ninguém. O Sena me
convidou para participar, me aventurar. Fiz e ganhei os 3.000 m, com 26
anos", comenta Gianetti, que demorou para decidir o que faria porque o
filho Caio tinha sete meses e problemas de saúde. "Quando ele fez 3 anos e
parou de ficar doente, fui treinar de verdade na Funilense, que depois virou
BM&F, acolhida pelo Sérgio Coutinho Nogueira. E aí foi até o fim no alto
rendimento."
"Por
muito anos conciliei as funções de mãe, atleta e advogada. Quando o Caio surgiu
como atleta de marcha tive de estudar, adquirir meu CREF, me profissionalizar.
Vieram outros atletas, o Sena fundou o CASO e a gente iniciou essa parceria na
qual me vi totalmente envolvida", disse Gia, que também é avó de Miguel,
Theo e Manuel, os três filhos de Caio Bonfim com Juliana, e mãe de Paulo.
EMOÇÕES - Sobre suas maiores emoções como
treinadora Gianetti vai logo falando da primeira medalha do Caio em um
Brasileiro, quando se qualificou para ir para a Copa Pan-Americana de Marcha e
depois para o seu primeiro Mundial de Atletismo (foi o 12º). "São muitas
as emoções que ficam guardadas na mente, de ser treinadora do meu filho,
acompanhar a evolução, chorar e rir juntos. A consagração do treinador é a
mesma consagração do atleta." A medalha olímpica de Paris, com certeza, e
as medalhas dos mundiais são inesquecíveis. "Nossa e fechando com essa
medalha de ouro a de prata no 35 em Tóquio. Viram um vídeo meu? Me lancei no
chão ajoelhada e chorei quando meu filho estava cruzando aquela linha de
chegada para ser campeão do mundo. Então, definitivamente, essa é a linha de
emoção."
Fonte: cbat.org.br - Foto: Fernanda Paradizo/CBAt








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