Anvisa e MPF assinam acordo para combater cigarros eletrônicos
Anvisa e MPF assinam acordo para combater cigarros eletrônicos
Parceria busca intensificar fiscalização e enfrentar comércio ilegal de vapes no país
(*) Kleber Karpov
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
e o Ministério Público Federal (MPF) formalizaram um acordo em Brasília,
publicado no último dia (05/Fev), com objetivo de intensificar as ações de
fiscalização e fortalecer o enfrentamento ao comércio ilegal de cigarros
eletrônicos, popularmente conhecidos como vapes. A iniciativa pretende garantir
o cumprimento da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 855/2024, que proíbe a
fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento,
transporte e propaganda desses dispositivos em todo o território nacional. Uma
união de a expertise técnica da agência reguladora ao poder de atuação jurídica
do MPF.
Em nota, a Anvisa destacou a sinergia entre. as
instituições. “A ideia é unir a expertise técnica da Anvisa ao poder de atuação
jurídica do MPF”, no comunicado. Este alinhamento estratégico é fundamental
para uma abordagem abrangente contra o comércio clandestino.
Com vigência inicial definida para cinco anos, o
acordo prevê a realização de reuniões periódicas entre as equipes responsáveis
pela sua execução. Não há, no entanto, qualquer previsão para a transferência
de recursos financeiros entre as partes envolvidas, indicando uma colaboração
baseada na partilha de competências e informações.
Atuação conjunta
Entre as ações delineadas no termo de cooperação,
destaca-se o compartilhamento sistemático de informações técnicas e dados
provenientes de fiscalizações. Essas atividades de controle serão realizadas
tanto em ambientes físicos quanto em plataformas virtuais, ampliando o alcance
da vigilância sobre o mercado ilegal de vapes.
A Anvisa será responsável por fornecer os subsídios
técnicos e todas as informações pertinentes às ações desenvolvidas pelo Sistema
Nacional de Vigilância Sanitária. O MPF, por sua vez, assumirá a função de
apurar as infrações que forem identificadas e de articular com outros órgãos de
controle para a devida aplicação das medidas legais.
Além das frentes de fiscalização e apuração, a
parceria também contempla o desenvolvimento de campanhas de comunicação e
sensibilização. O objetivo é informar a população sobre os riscos associados ao
uso de cigarros eletrônicos, integrando essas iniciativas às estratégias mais
amplas de proteção da saúde pública nacional.
(*) Fonte: Kleber Karpov/politicadistrital.com.br







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