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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Casa Abrigo é opção de refúgio para mulheres vítima de violência

Desde 1993, o espaço oferece atendimento às agredidas e aos seus filhos. Além de acompanhamento psicopedagógico, as refugiadas encontram na casa uma oportunidade de se qualificarem




Prevista na política de abrigamento de mulheres em situação de violência no Distrito Federal, a Casa Abrigo é um espaço de garantia de defesa e proteção de mulheres e adolescentes vítimas de violência doméstica e sexual, que correm risco de morte. Criado em 1993, o local garante a integridade física e psicológica de mulheres e de seus dependentes (meninos de até 12 anos e meninas sem limite de idade), com atendimento interdisciplinar que favorece o resgate da autoestima e a reconstrução da autonomia da mulher.


A casa é um espaço onde as mulheres e crianças abrigadas permanecem na instituição por cerca de noventa dias. Durante este período, todos contam com suporte psicopedagógico, que contempla ações que envolvem atividade física para as abrigadas, atividades lúdicas para os filhos e ações de caráter sócio-ocupacional. Há ainda apoio assistencial e jurídico em articulação com outras políticas públicas, principalmente nas áreas de saúde, educação e assistência social, na perspectiva da constituição e consolidação de redes de atendimento.


Necessidades básicas como alimentação, vestimenta, transporte, lazer e segurança também são supridas pelo programa. O encaminhamento das mulheres é realizado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), somente após o registro do boletim de ocorrência contra o familiar agressor. O abrigo é uma possibilidade da mulher que sofre violência se proteger, bem como zelar pela integridade dos seus filhos. Desde janeiro de 2011 até abril de 2012, o espaço atendeu a 179 mulheres e 234 dependentes. Do total, somente neste ano, 64 mulheres e 78 dependentes foram acolhidas pela casa.


Para a secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Amancia Ferreira, o aumento no número de atendimentos mostra que as mulheres estão quebrando paradigmas e criando coragem para denunciarem seus agressores. “As campanhas feitas para conscientizar as vítimas desse tipo de violência têm feito com que elas enfrentem a sua maior dificuldade: o medo. Assim, percebemos que não é a violência que está aumentando, mas sim que está havendo uma mudança de cultura onde as mulheres criaram coragem para denunciar, sobretudo dando prosseguimento ao indiciamento dos acusados”, explica a secretária.


Segundo ela, a política de abrigamento para mulheres do Distrito Federal encontra, na sua origem, um diferencial. “A concepção de abrigamento defendida pela da Secretaria atribui a Casa Abrigo uma conotação que rompe com a ideia de um simples esconderijo. Nosso foco é tornar o local um espaço onde todas terão a oportunidade de conhecerem melhor os seus direitos e, por meio dos programas de capacitação, terem condições de aprenderem uma profissão e, dessa forma, tornarem-se independentes”, esclarece.


Capacitação - Reuniões, terapias de grupo e oficinas de artesanato são algumas das formas usadas pela equipe de profissionais para promover um trabalho de reinclusão das mulheres na sociedade, com foco na emancipação, autonomia e empoderamento delas, a partir de valores feministas, da garantia de direitos e pleno exercício da cidadania. “O abrigamento das mulheres vítimas de violência constitui-se como um dos pontos fundamentais para a segurança e proteção a serem oferecidas pelo Estado”, completa Olgamir Amancia.


Durante os meses de maio e junho, as abrigadas participaram do “Projeto Re-ciclo Papel e Cartonagem”, desenvolvido pela Fundação Procurador Pedro Jorge. O objetivo do curso é capacitar as mulheres na criação, confecção e revestimento de caixas, capas de livros, agendas, blocos, risque-rabisque, cadernos, porta-retratos entre outros objetos utilizáveis no dia a dia. Além de proporcionar a capacitação, o projeto visa sensibilizar, integrar e criar oportunidades para que, em um futuro próximo, possam gerar renda própria, melhorando sua qualidade de vida.


Uma moradora da casa, de 29 anos, vê o curso como uma forma de adquirir autonomia. “Muitas vezes, as mulheres se submetem à violência por serem financeiramente dependentes dos maridos. Mas, como esta oportunidade que a Casa Abrigo proporcionou, tenho certeza de que, quando encerrar minha estadia, terei condições de produzir meus artesanatos e gerar uma renda capaz de sustentar a mim e a minha família”, relata a abrigada.


Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Mulher do Governo do Distrito Federal

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