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domingo, 1 de dezembro de 2013

MEIO AMBIENTE: ADASA APRESENTA SOLUÇÕES PARA RECUPERAÇÃO DO RIBEIRÃO SOBRADINHO


Neste primeiro fim de semana de dezembro (06 e 07), estudantes e moradores de Sobradinho  darão início ao  plantio das primeiras 10 mil árvores nativas  nas margens do ribeirão Sobradinho, que a 20 anos sofre ações de deterioração. Nascendo próximo ao condomínio Alto da Boa Vista, o ribeirão, em seus 28 quilômetros até chegar aorio São Bartolomeu, sofre todos os tipos impactos que se refletem na qualidade de suas águas, hoje poluídas na maioria do trajeto.

Diagnóstico da situação foi elaborado por um Grupo de Trabalho formado por técnicos da Adasa, Caesb, SLU, Ibram, Agefis, Terracap, Casa Civil do GDF (coordenação), Administração de Sobradinho, Secretaria da Agricultura e Diretoria de Ensino. Os estudos apontaram como primeiras soluções a revisão das vazões e consumo dos condomínios que possuem captação subterrânea nas nascentes do ribeirão, a implantação de programas de uso racional da água e repressão a comportamentos perdulários.

Além disso, apontou a necessidade de desenvolver o Sistema de Informação Geográfica (GIS) contendo dados e informações sobre a bacia hidrográfica do ribeirão Sobradinho com foco na qualidade da água, flora, fauna, sedimentos, ocupação de solo, usuários, esgotos, resíduos, drenagem pluvial, licenciamento ambiental, entre outras.

A partir de dezembro, a Adasa, que assumirá a coordenação das ações do GT, vai atuar vigorosamente nas fiscalizações das captações irregulares e suas regularizações, através de outorgas. Além de monitorar a qualidade da água vai intensificar o processo de conscientização dos estudantes para que eles sejam guardiões da defesa  do ribeirão junto à comunidade.

Impactos negativos

O ribeirão Sobradinho, encontra-se a 22 quilômetros de Brasília, com extensão de 28 quilômetros e área de drenagem de 153 km². A cidade de Sobradinho e adjacências (condomínios) possuem cerca de 150 mil habitantes, com um cenário de expansão urbana acelerada. A infraestrutura urbana de drenagem pluvial e de esgotamento sanitário não consegue acompanhar este desenvolvimento.

Desde sua nascente, o ribeirão é impactado por ações antrópicas: desmatamentos e impermeabilizações sem critério prejudicam o ciclo hidrológico quanto à recarga subterrânea. E mais, há diversas captações para abastecimento dos condomínios.

Depois de impactado nas nascentes, o ribeirão, nas áreas urbanizadas de Sobradinho, sofre com a existência de algumas áreas de parque sem o devido cercamento; recebe rejeitos industriais e agrícolas, águas pluviais misturadas com esgoto clandestino e resíduos sólidos urbanos, como resultado da ocupação irregular do solo ao longo de suas margens.

Após passar pela estação de tratamento da Caesb e desembocar no rio São Bartolomeu, o ribeirão percorre 17 km ao longo de propriedades rurais, chácaras e áreas públicas. Apesar disso tudo, o ribeirão ainda consegue se recuperar parcialmente nesse trajeto e melhorar a qualidade da água, ao receber contribuições de águas oriundas de três ribeirões tributários ao longo desta trajetória.


Fonte: Adasa


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