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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

SAÚDE: DF é líder absoluto em transplantes de córnea



A média local de 177,4 cirurgias por milhão de habitante é 59% superior à de São Paulo, segunda colocada no ranking nacional

O Distrito Federal alcançou o patamar de líder absoluto no transplante de córnea. Os 221 procedimentos realizados no primeiro semestre de 2014 representam uma média 177,4 intervenções por milhão de habitantes (pmp). O número é 59% a mais que São Paulo, segundo colocado, com 111,3 cirurgias. Os dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgão (ABTO).

Segundo o oftalmologista Rogério Nóbrega, coordenador da especialidade na Secretaria de Saúde, a quantidade de procedimentos no DF se deve à qualidade das equipes, que realizam as cirurgias de emergência no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e as de rotina no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e Instituto de Cardiologia do DF (ICDF), além de clínicas particulares.

“As equipes de transplantes são muito boas. A gente trabalha muito e vai se revezando para atender. Só no Hospital de Base são seis médicos”, destacou o especialista, que faz parte da equipe de transplantes do HBDF.

O êxito dos transplantes de córnea no Distrito Federal se deve a uma estrutura consolidada de captação, feita pelo Bando de Olhos local. A unidade foi inaugurada em 2002 e luta contra o relógio para conseguir convencer as famílias, fazer a extração do órgão, triagem, armazenamento e ampliar o número de transplantes. O tempo para obter a córnea é curto, de apenas seis horas após a parada cardíaca, ou 24 se o doador estiver em refrigeração.

De acordo com a coordenadora do Banco de Olhos, Mônica Santos, um dos principais problemas para ampliar a doação é o desconhecimento. “Muitos deixam de doar porque não conhecem. Até alguns profissionais de saúde não sabem nem como funcionam o processo de captação, nem que o DF faz transplantes”, frisou.

Isabela Pereira Rodrigues, enfermeira do Banco de Olhos, ressaltou que a estratégia na hora de abordar as famílias dos doadores é a de que duas vidas serão beneficiadas. “Cada córnea vai para um doador diferente”, esclarece.

Este ano, a média do Banco de Olhos é de 33 doações por mês. A expectativa é que esse número aumente com a conscientização da população e com o trabalho das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, que funcionam em dez hospitais do Distrito Federal.

SERVIÇO

Para fazer uma notificação de óbito, basta entrar em contato com o Banco de Olhos, que funciona 24 horas, no telefone: 3315-1633.



Fonte: Secom/DF - Foto: Renato Araújo

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