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segunda-feira, 31 de julho de 2017

JUSTIÇA / SOBRADINHO

Justiça condena empresa do DF por chamar funcionária de 'loura burra'

Ela vai receber R$ 7,5 mil por danos morais. Mulher também alegou restrição para usar banheiro e falta de água potável; empresa nega acusações.

Fachada do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no Distrito Federal, localizado na Asa Sul (Foto: Google/Reprodução) Fachada do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no Distrito Federal, localizado na Asa Sul (Foto: Google/Reprodução)

A 17ª Vara do Trabalho de Brasília condenou uma empresa do Distrito Federal a indenizar uma funcionária que foi chamada de "loura burra" pelo chefe. Ela vai receber R$ 7,5 mil por danos morais.

A mulher trabalhou em um condomínio em Sobradinho, no DF, como agente de portaria terceirizada de 2012 a 2013. Além de alegar ser alvo de ofensas, a mulher também disse que sofria restrição para ir ao banheiro e que não havia fornecimento de água potável. A perícia não constatou insalubridade no ambiente de trabalho. A empresa negou todas as acusações.

Segundo o advogado da vítima, Ademilson Bento de Oliveira, as humilhações eram recorrentes.

"O chefe imediato dizia que ela era loura burra, imprestável, enfim, fazia humilhações. Na verdade, ele não tinha paciência porque ele falava no telefone e às vezes ela não entendia e ele começou os insultos."

O juiz Jonathan Quintão Jacob afirmou na sentença que uma testemunha ouviu o superior chamando a funcionária de "loura burra" e "sem preparo para a função".

De acordo com o magistrado, a testemunha também disse que os empregados só podiam usar o banheiro uma vez no período da manhã e uma vez no período da tarde, e que precisavam pedir permissão para usar o banheiro mais de uma vez. Quando recebiam permissão, ouviam comentários como “estão abusando” ou “estão mentindo”.

“Conforme se vê, embora não tenha sido demonstrada falta de fornecimento de água potável, ficou provado que havia restrição ao uso do banheiro e que a autora da reclamação era alvo de comentários ofensivos à sua dignidade”, afirmou o magistrado.


Por G1 DF

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